Constatação da precariedade de condições do 11º DP

A situação do 11° DP continua tensa na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Uma semana após a remoção de 80 presos para o sistema penitenciário e cerca de um mês depois da constatação de que eles conviviam com ratos e baratas, a carceragem voltou a ficar superlotada. Nesta quarta-feira (29), o Conselho da Comunidade da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba constatou 167 presos no local.

Para minimizar o caos, o órgão levou 15 colchões, 50 cobertores e roupas para 30 presos que continuavam de cueca – as roupas deles foram retiradas depois de uma vistoria e os familiares tiveram que levar novas peças, mas alguns não têm mais contato com pessoas próximas ou são de fora da cidade.

A superlotação é agravada pelo número de réus primários e da demora na transferência de presos para o sistema penitenciário. Na quarta (29), havia 62 réus primários provisórios, a maioria com idade inferior a 25 anos. O Conselho da Comunidade também constatou que nove presos estão nesse espaço desde julho, seis desde agosto e 33 desde setembro.

A carceragem tem lugar para apenas 40 presos, mas chegou a abrigar 196 no momento da manifestação da semana passada. A transferência de 80 presos do local só foi possível graças a abertura de vagas no sistema penitenciário em função do mutirão carcerário das três varas da capital.

Nesta semana, o Secretaria de Segurança Pública começou a instalar seis células modulares ao lado das celas do 11° DP, mas elas devem ficar prontas apenas em 2018. Para o Conselho da Comunidade, essa é a pior solução, porque empresta ao cárcere ainda mais a figura de um depósito.

À CBN Curitiba, o secretário Wagner Mesquita afirmou que a unidade da Polícia Civil (PC) pode ser transferida para o Depen a fim de ser reconhecida como cadeia pública. Os trabalhos de investigação passariam para outra unidade da PC.

Nesta segunda-feira (4), um novo mutirão carcerário coordenado pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário promete aliviar um pouco a situação. Enquanto isso, o Paraná espera a construção e ampliação de 14 penitenciárias, prometidas desde 2011 pelo governo do estado.

11º DP: uma semana depois do protesto, situação permanece tensa

2 comentários sobre “11º DP: uma semana depois do protesto, situação permanece tensa

  1. Esses colchões segundo informação não foi entregue aos preso. Diz que são poucos para muitos detentos. Que nao tem espaço para por os colchões no chão. São 167 preso para 15 colchões. Espaço para 40 presos.

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