Conselho da Comunidade esclarece o cárcere no Paraná – Relatório 01/2018

O Conselho da Comunidade da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba tem um ano cheio pela frente. A segurança pública está no centro do debate, o sistema penitenciário vive sob a pressão da superpopulação e da ausência de políticas públicas e autoridades batem cabeça para morder o próprio rabo. Com essa luta contramajoritária em mente, o órgão que atende mais de 10 mil presos, egressos e familiares em Curitiba enviou um relatório com um panorama recente sobre o sistema penitenciário local para autoridades dos Três Poderes de Brasília (DF) e também do Executivo, Legislativo e Judiciário do Paraná.

Para Isabel Kugler Mendes, presidente do órgão, o Relatório 01/2018 ilustra parte significativa das defesas do Conselho da Comunidade de Curitiba. “Nós falamos sobre o sistema penitenciário porque não nos furtamos de entrar nas galerias de 11 penitenciárias e 10 delegacias todas as semanas. E temos a confiança deles porque colocamos o dedo na ferida, apresentamos o debate para a sociedade e, principalmente, não omitimos informações”.

O Conselho da Comunidade de Curitiba tem como meta um sistema penitenciário justo, eficaz e mais sereno. A justiça está no equilíbrio. Mas é importante que os órgãos tenham informações para embasar suas políticas.

Confira os principais pontos do Relatório 01/2018

1. O Estado do Paraná não investe em tratamento penal com intuito de recuperar o preso;

2. O Estado do Paraná ainda enjaula homens e mulheres em celas medievais no interior de delegacias;

3. O Estado do Paraná não oferece condições dignas de trabalho para agentes penitenciários, técnicos lotados no sistema de execução penal e policiais civis, que atuam diuturnamente em flagrante desvio de função;

4. O Estado do Paraná ainda adota a revista vexatória (degradante) nas mulheres;

E os termos completos do Relatório.