Sindarspen propõe criação de área de segurança no complexo de Piraquara

Nem todas as unidades do complexo de Piraquara são "muradas"

O Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen) propôs nesta segunda-feira (19) a criação de uma área de segurança no complexo prisional de Piraquara, na região metropolitana de Curitiba, com intuito de elevar o nível de proteção a sete unidades penitenciárias e familiares que visitam os presos. A proposta foi levada ao presidente da Câmara de Vereadores da cidade, Leonel de Barros Castro (PSC).

De acordo com o Sindarspen, a ideia é inspirada em uma lei criada em Maringá no começo do ano passado. O projeto prevê a instalação de placas de sinalização e reforço na iluminação no entorno das penitenciárias. Além disso, estabelece algumas proibições: veto a estacionamento nas vias ao redor dos estabelecimentos prisionais e de trânsito de qualquer veículo entre 22h e 6h, ressalvados os de emergência; fim dos comércios em uma distância mínima de 500 metros; e impedimento da realização de eventos de lazer e recreação.

O projeto ainda prevê multa de R$ 500 para o descumprimento das determinações.

De acordo com o diretor jurídico do Sindicato, Ricardo Miranda, que participou da reunião com o presidente da Câmara, a ideia foi levantada depois da entrada de uma menor de idade na Colônia Penal Agroindustrial (CPAI), nesse mês. “A entrada de pessoas estranhas na Colônia Penal e a explosão do muro da PEP I para resgatar lideranças de facções são exemplos de que é preciso que a área onde estão as unidades de Piraquara tenha sua segurança melhorada”, explicou.

O presidente da casa legislativa deve agendar uma reunião com o Depen para discutir a proposta.

O complexo prisional de Piraquara abriga cerca de 7 mil presos divididos na Penitenciária Central do Estado (PCE), Penitenciária Central do Estado – Unidade de Progressão (PCE -UP), Casa de Custódia de Piraquara (CCP), Penitenciária Feminina do Paraná (PFP), Colônia Penal Agroindustrial (CPAI), Penitenciária Estadual de Piraquara I (PEP I) e Penitenciária Estadual de Piraquara II (PEP II).

Preocupação

A presidente do Conselho da Comunidade da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba, que atende essas unidades, vê com bons olhos a iniciativa de reforçar a segurança no local, o que beneficia presos, servidores e familiares, mas pede que seja respeitado o bom senso no atendimento aos visitantes.

“Tivemos problemas nas últimas semanas em relação aos guarda-volumes. Retiraram isso das famílias. E as pessoas vêm de muitos lugares diferentes, precisam ao menos de um lugar para deixar os pertences antes de entrar nas penitenciárias”, afirma Isabel Kugler Mendes.

O Conselho da Comunidade defende que o projeto reserve uma área ampla para o estacionamento, a manutenção de barracas de alimentação, e espaço para circulação de táxis e ônibus. “A movimentação de pessoas na frente do complexo é muito grande. É o maior do Paraná. Nós precisamos de uma cobertura muito ampla no entorno para evitar a insegurança e invasões, mas na entrada é preciso observar as famílias. Elas não podem ser vistas com desconfiança”, completa Mendes.

Leia na íntegra a lei de Maringá.