Depen vai gastar quase R$ 1,2 milhão em balas de borracha e R$ 6,9 milhões em armas

A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp) autorizou na última semana a aquisição de munições de elastômeros (bala de borracha) no valor máximo de R$ 1.230.066,00 para “controle de tumultos” nas 71 unidades penitenciária do Paraná. O investimento se soma a outros R$ 6,9 milhões para armamento dos agentes e R$ 367 mil para a aquisição de 210 televisores.

De acordo com os despachos, as munições englobam “tecnologias menos letais” para atendimento de urgências e varreduras. Elas serão operadas pelo Setor de Operações Especiais (SOE), que tem bases em Curitiba e Região Metropolitana, Londrina, Maringá, Cascavel e Ponta Grossa.

Segundo o Decreto Estadual 1.238/2015, as armas só devem ser utilizadas após esgotadas as possibilidades de verbalização e negociação. “A utilização de munições de impacto controlado em elastômero (borracha), quando necessária e respeitado o uso progressivo da força pelo operador de segurança pública, deverá visar à região das pernas do infrator, cabendo ao profissional adotar as cautelas necessárias a evitar a exposição a perigo de pessoas alheias à prática delituosa”, afirma a legislação.

Primeiro despacho saiu no Diário Oficial na última quarta-feira (14)

Segundo despacho saiu no Diário Oficial na segunda-feira (19)

Armas, televisores e rádios

O Departamento Penitenciário também oficializou no começo do mês a aquisição de 2.800 armas que serão acauteladas pelo estado aos agentes penitenciários. As pistolas TH 40 Hummer, da Taurus, foram compradas por R$ 6,9 milhões. O investimento responde a uma demanda antiga do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen).

O Depen ainda encomendou 1.600 coletes balísticos para reforçar a segurança dos agentes em serviço. O material foi cedido pelo governo federal e tem validade até agosto de 2021.

Por fim, a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária autorizou a compra de 210 televisores para as unidades penais, a custo máximo de R$ 367 mil, e 1.660 rádios comunicadores digitais, ao custo de R$ 12,2 milhões. Os aparelhos serão utilizados para reforçar a vigilância e facilitar a comunicação entre os agentes penitenciários.

Edital de compra dos televisores

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