Conselho envia chocolates a presos da RMC

Para minimizar os efeitos da quarentena nos presídios do Paraná, o Conselho da Comunidade da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba – Órgão da Execução Penal tem organizado ações para ajudar famílias e custodiados. Nesta semana, foram enviados 4,5 mil ovos de Páscoa para cinco unidades prisionais da RMC. Os chocolates foram doados pela Mondelēz Brasil e repassados ao Conselho pelo Instituto Pró-Cidadania, de Curitiba.

Uma das restrições impostas pelo governo do estado, para tentar conter a disseminação do coronavírus no Paraná, foi a suspensão das visitas de familiares e da entrega de sacolas, com alimentos e produtos

de higiene e limpeza, nas dependências das unidades prisionais paranaenses.

“Em um momento tão dramático como o que estamos vivenciando, os mais vulneráveis acabam sendo os mais atingidos. A entrega dos chocolates é uma forma de levar um pouco de atenção aos custodiados e aos servidores que trabalham nas penitenciárias”, afirma Isabel Kugler Mendes, presidente do Conselho da Comunidade da RMC.

Para onde foram doados os chocolates:

  • Complexo Médico Penal, de Pinhais – 827 ovos de Páscoa
  • Casa de Custódia de Curitiba – 777 ovos de Páscoa
  • Casa de Custódia de São José dos Pinhais – 1.210 ovos de Páscoa
  • Penitenciária Feminina de Piraquara – 412 ovos de Páscoa
  • Penitenciária Estadual de Piraquara 2 – 1.275 ovos de Páscoa

Parceria

O Instituto Pró-Cidadania mantém parcerias com inúmeras entidades sociais de Curitiba e municípios vizinhos, como o Conselho da Comunidade da RMC. O instituto recebe doações de alimentos e outros produtos, que são repassados às entidades. Neste ano, a Mondelēz Brasil doou cerca de 23 mil ovos de Páscoa ao Pró-Cidadania.

“Para nós, a magia da Páscoa deve ser celebrada e, ainda que estejamos vivenciando um momento tão delicado, é gratificante podermos levar, por meio dos chocolates, um pouco da alegria na data para tantas famílias”, afirma Maria Claudia Souza, diretora de Assuntos Corporativos e Governamentais da Mondelēz Brasil.

Grupo de risco

Para Isabel Mendes, a omissão histórica do Estado para com os custodiados coloca quem está atrás das grades no grupo de risco para a pandemia de Covid-19. “As pessoas não têm acesso a produtos de higiene e limpeza. Recebem uma alimentação péssima e precisam dividir um espaço construído para abrigar quatro pessoas com mais seis. As cadeias são locais propícios para o alastramento da doença”, relata a presidente do Conselho da RMC.

No começo de abril, a instituição solicitou recursos à 12.ª Vara Federal de Curitiba para comprar material para a produção de máscaras hospitalares e jalecos nas penitenciárias do estado. O juiz Danilo Pereira Junior atendeu aos pedidos e liberou cerca de R$ 85 mil. Com o dinheiro será possível confeccionar 500 mil máscaras e 3 mil jalecos.

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